Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Capítulos IV e V

Hallo scahtzi's!

 

Well, tive dois testes hoje: Matemática e Química -.-

Nada melhor para acabar em beleza.

Mas eu estou a postar porque... enfim, já adientei alguma coisinha e...

TENHO A MELHOR NAMORADA DO MUNDO *-*

Lalala, estou tão feliz :D

Continuando, vou-me embora. Quando puder leio alguma coisa (no dia de São Nunca À Tarde), entretanto amanhã devo conseguir ler o capítulo fresquinho da Ely, da July e da Aly - se conseguir acabar o trabalho de Geologia hoje (Buddha queira que sim).

 

With love,
Dahlie xxx

 


 
Este É O Espelho Da Alma Das Notas Mortas
Capítulo IV
 
                Sentia-se fraco por apenas acreditar na existência das notas mortas quando estas arrebataram o coração mais precioso.
                Acabadas as aulas, Bill decidiu passar o resto de tempo que lhe sobrava até ao jantar num jardim onde passou dias com o seu irmão.
                Sentou-se na paragem de autocarro, como um morto. Ouvia uma e outra vez o som dos autocarros a pararem e a arrancarem, mas era como se estivesse longe, como se estivesse de corpo ali e alma longe. A torrente de multidão à sua volta tornava-se indistinta com a velocidade de pessoas a chegarem e a saírem do trabalho àquela hora; apenas Bill não tinha sentido para onde partir.
                O autocarro chegou, passados dez minutos, e parou no seu destino meia hora depois. Bill desceu as escadas deste com cuidado exagerado, não queria magoar o chão daquele sítio belo que partilhara com o seu gémeo.
                E então, correu. Uma luta desenfreada para sobreviver. Correu o mais que pôde, como se a vida dependesse disso. Correu para o baloiço onde o seu gémeo costumava entreter-se. Correu para tentar desvendar o cheiro que já não passava naquele mesmo sítio há anos; e como estava à espera inconscientemente, nada encontrou.
                Deixou as suas mãos escorregarem pela corrente enquanto se sentava no baloiço, enquanto as lágrimas rolavam carregadas de sentimentos. Queria espernear, gritar, esmurrar, morrer. Queria o seu gémeo de volta!
                - Bill, não… Não chores. Sê forte, tu és forte, eu sei.
                Bill olhou para trás sem realmente ver, o seu gémeo voltara.
 
- Flashback -
 
                - Bill, não… Não chores. Sê forte, tu és forte, eu sei.
                - Mas Tom…
                O pequeno gémeo de cabelos pintados de negros chorava e o outro sentia um nó na garganta por o ver assim e sem saber o que fazer.
                - Bill…
                - Eles nunca gostarão de mim. Não gostam de mim. Gozam comigo… Com o que visto… Por pintar o cabelo… Ninguém gosta de mim…
                - Tens razão, ninguém gosta, aliás, eu amo-te. Nunca te esqueças de mim.
                - E tu és tudo… Mas magoa…
                - Eu sei, Bill. Eu sei… Mas não ligues, eles têm inveja. Têm inveja por tu teres coragem de te mostrar com as tuas próprias ideias. E, definitivamente, têm inveja de ti por teres um gémeo tão giro como eu.
                O gémeo sorridente conseguiu fazer o gémeo negro e luminoso, naquela altura, sorrir, naquele sorriso bonito, genuíno e puro que apenas os irmãos mostram uns aos outros.
                - Para alguém com nove anos, és mesmo convencido!
                - Tudo para fazer a minha metade sorrir, já sabes.
                Um pequeno ser com um boné vermelho levantou-se do seu baloiço usual e sentou-se no colo de outro ser tão semelhante e diferente a si próprio, acabando por se abraçarem ambos, sem medos, como irmãos que se amam mais que à própria vida.
 
- End of Flashback -
 
                Sentiu o seu coração aquecer. Começou a abrir os seus olhos lentamente, queria rever a imagem do irmão devagar, saborear cada traço do seu corpo, sentir cada faísca de amor emanada por ele.
                - Olá, Ann…
                Num segundo, tudo o que queria dilacerou-se em mil pedaços de luz que se cravaram no coração. Virou-se de novo para a frente, desiludido por se permitir a si próprio esperar por algo que nunca virá a acontecer, estar de novo com o seu irmão; pelo menos enquanto vivesse.
                - Olá! Por que estavas a chorar?
                - Oh, isso… Nada de especial, não te preocupes.
                - Acho que “nada de especial” é algo que o teu gémeo não é para ti, Bill.
                - Como…?!
                Mas Bill voltou-se para trás tarde de mais, quando reparou, já Ann não estava ali, nem nos próximos dez metros que o rodeavam.
                Levantou-se, confuso, para apanhar o autocarro que o levaria a casa. Durante o seu trajecto, não deixou de pensar em Ann. Como é que ela sabia que ele tinha um gémeo, como é que ela sabia que ele estava a chorar por causa dele, e, acima de tudo, quem era Ann?
 
Este É O Espelho Da Alma Das Notas Mortas
Capítulo V
 
                Caminhou pela sua rua vagarosamente, afastado do presente pelos seus pensamentos e devaneios próprios.
                Chegou ao portão da casa onde partilhou a felicidade com o seu gémeo durante muitos poucos anos; entrando pelo mesmo e continuando pelo caminho que daria acesso directo à cozinha.
                Mal entrou, avistou uma senhora que se apresentava de avental a cortar batatas.
                - Olá, mãe.
                - Olá, filho, tudo bem?
                A senhora virou-se para trás mostrando preocupação no seu semblante. Sabia que o filho não estava feliz e, mais do que isso, sabia, e tinha receio que isso se verificasse realmente, que o seu filho nunca seria feliz sem a sua metade.
                Bill era isso mesmo: uma metade de um todo que formara, em tempos, com o seu gémeo.
                Foi ao encontro do grande frigorífico que se encontrava do lado oposto à porta; dando um beijo a sua mãe a meio caminho.
                - Mãe, onde estão as chaves do sótão? Eu pu-las em cima do frigorífico a semana passada.
                - Que queres do sótão? Eu posso trazer, daqui a um bocado vou lá.
                - Não, é melhor ir eu, esqueci-me de um CD que queria trazer da última vez eu fui lá.
                Mas Simone sabia que não estava a dizer a verdade. Recentemente, descobriu que o seu filho mais novo ia àquele sótão poeirento buscar as roupas do seu gémeo, guardando-as depois no seu guarda-fatos.
                Relembrou-se da discussão que mais lhe custou ter com o seu frágil e quebrado anjo.
 
- Flashback -
 
                - Bill, filho... Agora que o Tom não está cá… Se calhar, é melhor dar a roupa dele a quem precise…
                O filho a quem ela se dirigiu permaneceu calado, sem demonstrar nenhuma expressão de interesse ou de que sequer ouvira o que a sua progenitora dissera. Mas quando fez ouvir a sua opinião, fê-lo numa voz baixa, calma e rude; como que querendo passar toda a dor que sentia interiormente para a pessoa mais próxima de si.
                - Não mãe, não o farás.
                - É o melhor para todos, para ti…
                - As roupas dele são minhas! O TOM ERA MEU!
                - Mas a mãe só quer o melhor para ti, Bill.
                - Se queres o melhor para mim, traz o Tom de volta!
                O seu filho não gritou, não fez fita, não amuou… Mas a lágrima salgada que viu cair dos olhos belos e raivosos quando o seu pequeno se levantou, agonizou muito mais Simone que qualquer outra reacção.
 
- End Of Flashback -

 

Sentimento .: :D
Música .: October - Evanescence
Escrito por. (inactivo) às 18:53
| Comenta .
Sorrisos .:
De x BarbieK Sekhmet x a 15 de Outubro de 2009 às 09:19

Capitulos lindos*
Gostei..

KusS^^
De Sαphirα a 17 de Outubro de 2009 às 21:46

Sinto-me envergonhada comigo mesma :S
Nem sabia que tinhas postado porque nunca mais cá vim... :$
Desculpa!!

A Ann é mesmo estranha...! Aparece do nada, desaparece...

Como é que correram os testes? :D

Bem, posta rápido x)

Beijinhos ********

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